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17 de Abril, 2016 às 00:10 Por: dadomontserrat

Nós e a Borboleta (Diário Erótico de Viagem)

tags: real, diário, profissional
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— Onde tu tá, Aldo?—questiona Desirée ao viva-voz de seu Hyundai i30— Porque tu não me diz?

Porto Alegre, 16 de novembro de 2014—As vezes me arrependo de ter me envolvido com a Desirée. Tempos atrás enquanto eu corria pelo Parque Moinhos de Vento, a Desirée passou por mim com sua roupa de ginástica na direção oposta, me fazendo não girar a cabeça, mas como todo o corpo. Cintura fina, quadril desenhado, bumbum bonito, um tanto desengonçada correndo, eu sei, mas tudo bem, vai… eu dei um tropeção tentando correr de costas. A garota foi até o bebedouro às margens do lago do parque e assim que passei por ela outra vez, parei, dei um "oi", ela sorriu, eu sorri e duas semanas depois estávamos transando para a nossa alegria. Nunca saímos e os programas eram no meu apartamento já sem móveis, totalmente vazio em clima de viagem. Algo não ia bem, porém não me refiro ao fato de estar nos encontrando apenas para transar, para mim estava tudo bem este approach; não estava bem porque além das conversas desinteressantes e demasiadas perguntas de cunho obscuro à minha compreensão, o sexo com a Desirée era esquisito. Não, esquisito não, era bizarro. Bizarro porque de longe, MAS LOOONGE, foi o pior beijo na boca desde a Revolução Farroupilha; tão ruim que parei tudo no primeiro beijo durante o sexo e perguntei à ela uma, duas, umas oito vezes se eu poderia ajudá-la com isto. Pararmos e recomeçarmos. Não, ainda não fluía e voltamos apenas a transar. No encontro seguinte, novamente pedi para ajudá-la, contudo desta mês não pedi, mandei a garota não se mexer, relaxar o maxilar e NÃO CONTRAIR a língua já que eu entraria dentro de sua boca e, com minha língua, a conduziria em um beijo lento e orgânico que naturalmente faria a boca da Desirée movimentar-se no ritmo da minha. Não rolava e ela começava a rir. No início era engraçado, mas ela não se ajudava, defendia-se comentando que nunca ninguém havia reclamado. Considerando o fato que a esmagadora maioria das pessoas não lhe diz quando você está com um feijão no dente, não me surpreendi com a desculpa da garota. Comecei a me irritar com o descaso dela na cama. Tentei uma última vez, mas jumenta conseguia fazer tudo ao contrário! No humor-negro dos pensamentos involuntários, eu a chamava de Sinforoso, aquele boneco desengonçado do Chapolin, porém na minha versão ele estava transmutado de mulher e bem na minha frente, fazendo com o maxilar o mesmo movimento único de abre e fecha que eu via no SBT quando terminava de almoçar nos tempos de escola. Como tenho problemas de falta de tolerância com quem não entende instruções didáticas, eu optei em não mais beijar a Desirée, em não mais estar com a Desirée.

— Porque não flui as coisas entre a gente!—falo com um sorriso cansado—E além do mais estou esperando uma pessoa aqui.

— Aposto que é alguma mulher que te viu na Globo—a voz da Desirée chega aos meus ouvidos com timbre infantil, emburrada, porém com algum humor embutido.

— Olha só, estou na Vasco da Gama com a Felipe Camarão, se quer tomar um suco comigo, vem rápido porque a pessoa não chegou ainda—falo pra garota morena atlética de um metro e cinquenta e nove de altura.

Uns dez minutos depois o carro prata estaciona em frente ao bar da esquina das duas ruas. A Desirée entra no estabelecimento, uni-se à mim na mesa ao lado da vidraça frontal do lugar e conversamos um pouco. Muitas perguntas, perguntas sobre como foi ficar pelado na TV na semana passada, quem é a loira que segurava minha mochila na foto dos jornais e, óbvio, quem é que eu estou esperando. A Desirée é uma pessoa de bom coração, porém daquelas que sufocam com uma quantidade excessiva de perguntas irrelevantes, como a que ela fez dias atrás me acordando pela madrugada para puxar papo fiado ao celular e uma de suas perguntas foi "porque eu tinha um quadro de paris na sala do meu apartamento se eu nunca fui para lá". Te juro que dei boa noite à ela e desliguei o celular.

— É uma amiga de uma amiga—falo para o Sinf… para a Desirée.

— Vocês vão transar?—ela questiona com olhos curiosos.

Desirée fazendo perguntas no melhor estilo Desirée.

— Não sss… Porque você tá me perguntando isto?

— Queria saber, curiosidade—ela fala mordendo os lábios e se inclinando para o meu lado —Aposto que você irá reclamar do beijo dela também. Você só não reclama da tal garota perfeita, a… Thalia, Thania… Poxa, esqueci! Qual é o nome da menina do teu texto?

— É Thay—falo fitando o suor do meu copo d’água sobre a mesa, um tanto constrangido pelo assunto e surpreso pela garota recordar do conteúdo de um dos meus textos mais íntimos—A gente podia não falar dos outros?

— Tá—diz Desirée—, mas me responde então…

Por intervenção divina, meu celular toca. É a garota que estou esperando. Levanto da mesa com a velocidade que um ninja o faria, mando um beijo à distância como um homem com medo de mulher louca o faria e a Desirée fica estática na mesa com cara de nada precisamente como o Sinforoso faria. Como as grandiosas mágicas de David Copperfield, desapareço do bar. Plim!

Duas quadras depois do bar, via Felipe Camarão em direção a Av. Oswaldo Aranha, o apartamento da Mariana.

— Olá—diz a Mari, abrindo o portão do condomínio.

— Como você está?—perguntei eu, fazendo todas as comparação com as referências que eu tinha visto dela na web.

Morena de praia, cabelo loiro queimado do sol, dois ou três dedos mais alta que a Desirée, ainda assim uma mulher baixinha, mais baixa do que eu imaginava, contudo indiscutivelmente atraente.

— Cansada—fala a garota de vinte e sete anos me cumprimentando com um beijo no rosto—passei toda a manhã e tarde no cursinho. No sábado é foda, né…

Entrando no edifício, Mari caminha a menos de um metro à minha frente através dos largos corredores, característica dos prédios clássicos do tempo que o bairro Bonfim foi um dos bairros mais elitizado de Porto Alegre. A garota, usando um vestido leve de verão que mostra bastante dos seus fartos seios sem sutiã e do volumoso quadril, sobe descalça os dois lances de escadas que nos levará ao seu apartamento no segundo andar. Cada passada da moça que levanta a perna até o próximo degrau, faz seu bumbum mostrar todo seu peso e tamanho sob o tecido estampado de flores. Rouba toda minha atenção. “É linda, sem dúvida”, digo comigo, seguindo enquanto falamos coisas triviais.

— Só tive tempo de trocar de roupa, mas quero tomar um banho bem demorado hoje… Aproveitar que o Julinho voltará do pai dele só amanhã a tarde—diz ela, deixando para mim claro o terreno e o tempo que teremos à frente.

São 20:20, temos a noite toda, a madrugada toda e amanhã pela manhã, nada mal. Agora tem que fluir para toda esta liberdade valer a pena.

Antes dela abrir a porta, me inclino mais para frente para vencer a diferença de distância, pego sua mão e sorrio. O beijo não acontece natural, mas nenhuma palavra foi dita. Bom começo. Macio, com gosto do refrigerante que ela tomou em algum momento, deixando sua saliva muito mais densa que o normal; não atrapalhou em nada, o sabor me agrada e o beijo é muito bom. "Desirée fail!", pensei.

— Aldo, Aldo!—diz ela lentamente como se me analisasse pela forma que está me olhando dos pés a cabeça.

Ela escora suas costas na porta do seu apartamento e a abre com um empurrão enquanto me olha bem nos olhos.

A Mari e eu nos conhecemos depois que ela me enviou mensagens assim que eu apareci na TV (Desirée wins!). Eu solteiro, ela solteira e bonita, nos foi conveniente. Passamos a nos encontrar com frequência, basicamente para transar, assim como eu fazia com a Desirée, mas com a Mari o sexo fluía muito bem. Eu não envolvo ela nas minhas coisas, não posso aproximar ela demais da minha rotina e acabar sendo um facilitador para uma paixão tanto dela quanto minha nesta relação apenas de cama. Por mais que conversamos a respeito dos meus objetivos, a Mari não parece ligar muito para proximidade e começa a abrir sua intimidade fora do tema sexo como contar-me dos problemas que enfrento: o ex-marido filho de uma puta que não paga a pensão do próprio filho; o atraso no pagamento do aluguel de seu apartamento; e a iminência da prova de certificação da OAB. É uma carga demasiada para uma garota que não demonstra resiliência e que cada vez mais reagi diante de mim com uma visão pessimista dos fatos que a circundam. Tem poucas semanas que eu consegui alugar meu apartamento e isto quer dizer que posso iniciar minha volta ao mundo com algum dinheiro no bolso… e a Mari e eu encaixamos tão bem nossa libido que escolho por dar mais atenção ao emocional dela, procurando envolvê-la nos meus compromissos de ativista pelo menos, ou apenas pedalar por ai comigo em algum momento da semana. É justo eu fazer isto, contudo preciso manter um equilíbrio na aproximação para eu mesmo não me tornar, como eu disse, um facilitador de um romance que não pode crescer mais do que já cresceu, com emoções sem freio, cobranças e dramas. Pego minha bicicleta e desapareço por uma semana dentro do Rio Grande do Sul, dando notícias genéricas nas redes sociais dizendo que ficaria por alguns dias em Santa Cruz do Sul. Na semana seguinte, volto a Porto Alegre com uma boa recordação para o meu diário. Procuro a Mari, ela não me pergunta nada, bom sinal, porém ela não está bem. Irritada com o estudo, com preguiça de sair de casa, etc e etc. A convido para me acompanhar em um compromisso do meu projeto, assim a garota poderia parar de sentir pena de si mesma e começar a ocupar-se com outras coisas além deste fardo que ela julga levar.

— Quando eu era criança—conto no dia seguinte à Mari enquanto caminhamos pelo parque segurando a faixa do evento—, minha mãe se descuidou por um breve momento e o jardineiro do hotel onde estávamos na praia me convidou para ver gibis em seu quarto nos fundos do hotel, eu estava para completar oito anos. O desgraçado se chamava Erick…

— Ai Aldo, o que aconteceu?—me pergunta a garota, me entrega olhos leitosos de tão arregalados.

— …Eu sentei na cama do senhor, quem sabe ele tinha uns 50 anos, não sei, eu era criança e não tinha real noção das idades, mas para mim ele aparentava ser bem velho. Comecei a folhar as revistinhas e ele passou a me fazer perguntas se eu já havia feito sexo e pôs na cama uma revista adulta. Foi a primeira vez que vi algo do tipo, eu acho.

— Meu deus, não posso acreditar nisso!

— Mesmo com aquela idade, Mari, eu senti que tinha algo de bem errado acontecendo, que eu não deveria estar ali. Quando o velho pôs a mão nas minhas costas perguntando se eu não gostaria de tirar minha camiseta, eu fui brilhante—ao mesmo tempo que conto para a Mariana, vejo que nunca havia contato esta história à ninguém—, com aquela idade eu me levantei e disse para o senhor que eu tinha um boneco do Batman e queria mostrar para ele. Naquele instante, eu sai do quarto do jardineiro o fazendo crer que eu iria voltar empolgado com meu brinquedo. Assim que dobrei a primeira esquina de calçadas no pátio do hotel e sai de vista, comecei a correr e a chorar.

— Que filho da puta desgraçado, Aldo!—comenta Mari chocada com o que ouve enquanto segue caminhando comigo com a faixa que seguramos—O que tu fez depois?

— Nada. A mãe não percebeu que eu havia chorado e tudo foi confuso demais para a cabeça de uma criança, eu não falei nada para ninguém. O tempo passou e, em algum momento da minha adolescência pensando a respeito disso, compreendi que eu quase fui vítima de um monstro na Colônia de Férias da Brigada Militar em Tramandaí no verão de 1992.

— Por isto a gente está aqui—Ela comenta olhando ao redor.

— Por isto a gente está aqui—eu reitero olhando para ela.

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Uma amiga em comum da gente envia-me uma mensagem perguntando qual foi o “feitiço” que fez a Mariana parar de reclamar da vida por um dia inteiro.

Mensagem: Que surra de rola tu deu nela, hein? Estamos aki no Iguatemi e ela tá numa felicidade que só vendo!!! Olha q nem iremos comprar nada!!! hehe

Apesar de eu não gostar de expressões chulas usadas assim, eu dou risada, mas sexo pegado não é o que realmente a Mari precisa, vejo que existe um desequilíbrio muito grande no humor dela, ora sorrindo (mas nunca realmente feliz), ora fechada, catatônica pensando nos problemas. Do meu ponto de vista, o que a Mariana mais precisa é dos amigos, da família, do filho perto, muito mais do que alguém para comê-la (embora ajude muito e você e eu sabemos disso). Não consigo mirar a Mari sem ação e não fazer nada e é justamente esta atitude de impotência dela diante de mim que passa a tomar muito do tempo que eu estaria disposto a ficar com ela. Poxa vida, cara, eu não quero uma relação, não posso ter uma relação, entretanto não posso fingir que a guria não precisa de alguma ajuda. "Será apenas sexo e nada mais", recordo eu do que falamos no nosso primeiro encontro com os dois concordando aos abraços empolgados na cama.

Hoje a Mari veio me visitar na casa da minha mãe e a mãe cometeu a gafe de trocar o nome da Mari pelo nome de outra menina. Acho melhor não perguntar que nome fora, não falar nada, mudando de assunto no instante seguinte. Conto com ela sobre uma amiga minha que deseja estar comigo e com outra mulher qualquer na cama. A Mari já experimentou uma aventura à três entre ela, seu ex e uma de suas conhecidas, mas que, segundo a própria Mari, seu ex passou a se encontrar a sós com a fulana. Quando ela me conta a história, deixo claro outra vez que eu não seria um amante exclusivo; além do mais, afirmo que eu não pretendo mentir e a responsabilidade do impacto das respostas que eu darei à ela, depende exclusivamente da prudência de suas próprias perguntas. Ela recebe a informação séria, mas a aceita e, segundo suas próprias palavras "Faz sentido, o que temos é sexo e mais sexo. Eu tenho de estudar e tu está indo embora dentro de um mês. Me parece perfeito."

Desde o primeiro dia juntos, a Mari me usava para tirar todas suas fantasias da gaveta e, abraçados na postura de sexualidade aberta à experiências, agora decidimos por trilhar um outro nível e bem mais elevado da sexualidade: o de envolver uma terceira pessoa, uma garota bonita que a Mari não conhecesse e que fosse capaz de dar carinho a uma mulher e não apenas ao homem. Eu a ofereço a opção de ter eu e um outro rapaz a sua escolha onde nós dois daríamos toda a nossa atenção a ela. Ter um parceiro me ajudando a cuidar da moça, tudo bem, desde que a moça não espere que eu vá me relacionar com o cara. Nada contra a sexualidade alheia, porém eu quero distância de homem. Me faço entender? Ela ri, diz que também não pareceria algo sexy de ver e admite que ter dois caras lhe penetrando não lhe apetece, decidindo pela delicadeza de uma segunda menina com a gente. Ok, assim seja. Digo à ela quem é a minha amiga que topará a aventura.

— NUNCA—grita Mari, acalmando o volume das próximas palavras, embora sem aliviar a pressão no maxilar que a faz falar com os dentes cerrados—com aquela vaca loira.
No segundo anterior, a garota e eu estávamos deitados e conversando tranquilamente no colchão do meu quarto; e agora, de repente, a Mari estava ajoelhada na cama gesticulando como um maestro regendo sua orquestra.

— A tua mãe ainda me chama pelo nome dela… Ai que RAIVA, Aldo!

— Tu conheces a Cacau?—pergunto em uma mescla de surpresa—E por favor, fale baixo, minha mãe está na sala.

— Olha aqui, ó—ela aponta o dedo indicador para o meu rosto—eu tenho ciúmes até do que não é meu! Essa chinela não foi a que saiu no jornal com tua mochila nas costas e que tu publicou foto na rave com ela?

Eu não posso deixar de achar engraçada a situação e a reação exacerbada da garota, contudo existe um limite e já estamos próximos demais da linha entre o compreensível e o nem tanto.

— É “tu publicaste”! Você é advogada, fale direito—digo eu me pondo sentado na cama e entregando a Mari um olhar mais neutro, possivelmente sério como ela não havia visto ainda—você não conhece em nada a Cacau e eu em nenhum momento permitiria que alguém falasse de você desse jeito. Finja um pouco de respeito, pelo menos enquanto estiver comigo.

A Mari se cala por um momento e contrai suas sobrancelhas para baixo lhe deixando com um ar ainda mais pesado de severidade.

— Vai proteger ela agora?

— Eu não teria sugerido se eu soubesse deste teu desafeto com ela—meu semblante é o de surpresa ainda—, não parece óbvio?

Ela cerra os olhos como se o sentimento que conserva em si seja óbvio.

— Vocês ainda estão transando, né?—ela me pergunta com os olhos ainda fechados e com uma calma mórbida na voz.

— As vezes!—confirmo tão rápido que a expressão facial da Mari é o de surpresa absoluta, como se fosse difícil de imaginar com todo meu discurso anterior e com a tal foto que ela diz ter visto de uma festa de poucos dias atrás.

Eu tenho certeza que a Mari fuça nas minhas coisas na internet e já deve ter visto minhas fotos recentes com a Cacau, assim como com a Mirela, uma nova garota que conheci a poucos dias e que estávamos fazendo festas juntos; porém a Mirela estava a mais de 150 quilômetros daqui, já a Cacau, como a Mari sem dúvidas percebeu, também vive em Porto Alegre.

— Nossa—desta vez é a Mari quem faz cara de surpresa—, você é muito cara de pau!
Assim que escuto a frase, me levanto da cama e começo a procurar minha maldita cueca.
— O que tu tá fazendo, Aldo?

— Pedem sinceridade—eu discurso irritado enquanto busco a boxer branca pelo chão do quarto—, mas não sabem lidar com ela. Eu digo para serem prudente nas perguntas, mas elas são? Não! O que acontece? Eu sou sempre o filho da puta da história!

Ok, eu estou exagerando, a Cacau e a Mirela entendem tão bem a filosofia que vivo neste período pré-viagem que as duas extraem apenas o melhor deste mundo. Assim como elas, a Mari que vá ter seus outros contatos e não me incomode ou largue a porra do osso. Coisa chata!

— Mas isto não quer dizer que eu vá gostar da resposta, Aldo—ela responde rapidamente e novamente voltou a aumentar tom da voz, contudo o diminuindo na sequência—Volta para cá, esquece tua cueca.

— Não me refiro a ter de aceitá-la—eu falo —, me refiro a saber LIDAR com a resposta, guria. O que conversamos sobre prudência nas perguntas?

— Tá, pode ser que eu exagere as vezes… Mas pra que me contar deste jeito?
“Puta que pariu, Mari, como se contar de outra forma fosse mudar a forma de você reagir!”, penso dentro de mim, sem verbalizar. Encontro a cueca entre a cama e o lençol.

— Tem certas coisas que não vai ser eu quem irá te ensinar—digo pondo a bermuda, pegando o iPod na escrivaninha e os tênis ao lado da porta—Vou correr um pouco, você precisa pensar um pouco no que acabou de acontecer!

Abro a porta do quarto calçando os Adidas, meto os fones no ouvido e antes de começar a escutar as músicas, ouço a DeJota fazer piada enquanto pinta uma das inúmeras telas que ela vende aos hotéis da cidade.

— Brigaram, né?—diz a minha mãe com voz sóbria e com o rosto sutilmente erguido, mantendo seus óculos na pontinha do nariz para lhe ajudar a ver as pinceladas que dá na tela que revela uma delicada flor lilás— Eu já te disse que tu não conseguirás administrá-las por tanto tempo!

Antes de eu pressionar o play no iPod Shuffle…

— Igualzinho ao teu pai!

Pressiono logo o botão do play, abro o portão da casa e vou correr.

No dia seguinte no apartamento da Mari, depois dela falar e falar sobre o que aconteceu na tarde de ontem, estamos ao laptop no colo dela, buscando perfis de garotas interessantes em um site de relacionamento. Poucas horas de buscas e temos o chat aberto com uma mulher também de Porto Alegre e com o perfil melhor do que imaginávamos: atlética, não muito bonita de rosto, verdade, contudo ela tem mestrado e é sócio-proprietária de um pequeno escritório de advocacia; sozinha e com bastante experiência com casais segundo sua página de perfil. O único problema seria encaixar as agendas. A minha está totalmente livre antes da véspera de Natal, porém a Mari tem de estudar e a Borboleta—apelido que damos a esta garota já que em suas fotos de perfil ela possui inúmeras borboletas tatuada pelo corpo—, tem a agenda lotada com as atividades do seu escritório e, sem dúvida, com suas aventuras já marcadas.

Borboleta está Online

Borboleta diz: Oi, uau, vcs são um casal bonito. Façamos isto: um café amanhã às 18:00 no endereço q vou passar agora. Se nos curtirmos, marcamos um encontro no início do mês. Q tal?

M&A diz: Obrigada, Borboleta. A gente aqui gostou bastante de ti também. Vai dar tudo certo, só preciso me livrar de uma prova de certificação da OAB.

Borboleta diz: Ai que tudo, guria. Posso te dar umas dicas, linda, sou advogada também!
Borboleta diz: Endereço: Av Cristóvão Colombo, 545. Amanhã às 18!!! s2 s2
Borboleta diz: Bem. Gente preciso, ir, já está tarde e amanhã é sexta, o dia mais complicado no escritório.

— Putz, está super tarde e eu tenho de estudar—comenta Mari me mirando como se sofresse ao lembrar.

— Fica relaxada, agora falta pouco para a sua prova e tu estás bem preparada. E eu vou para casa…

— Nãooooooo—resmunga ela manhosa enquanto digita apenas com os dedos indicadores no teclado do laptop em seu colo.

— É melhor, baixinha. Assim você dorme melhor, acorda e estuda direto… Eu descanso mais também.

M&A diz: Combinado, linda. Beijos :*

Borboleta está Offline

— Tá, vai lá então porque se tu ficares aqui a gente vai transar mais—a Mari me dá olhos que sorriem—Chega por hoje!

Eu riu, deixo um beijo em sua bochecha e vou embora.

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Dezembro de 2014—Sentado na cadeira do quarto absolutamente branco do motel, assisto o rosto da Borboleta descer e subir na linha da minha cintura. É impossível não apreciar o calor que provem da chupada recebida, escutando os estampidos do vácuo sendo produzido pela boca da garota em mim em cada sucção. Nos meus ouvidos, escuto os comentários sussurrados da Mari, fitando comigo a desenvoltura da outra garota em engolir um Aldo vazo-dilatado que viaja de vai-e-vem no céu daquela boca talentosa.

— Ela faz gostoso, né?—me pergunta Mari com seu queixo apoiado em meu ombro direito, por ora satisfeita em se massagear em pé logo atrás da cadeira onde estou, olhando para baixo, comigo, lá para a nossa amiga.

De costas sobre o lençol creme, as duas advogadas estão unidas na chupada, ambas se divertindo, mas é a Borboleta quem realmente me engole e, em tempos em tempos, se afoga, fazendo a Mari rir pela falta de costume em ver isto em terceira pessoa. Os espasmos de prazer começam a me vir e me deixam inquieto. É o nosso segundo encontro com a Borboleta e as duas meninas estão sensivelmente mais entrosadas do que na primeira experiência. A Mari, muito mais conectada comigo e dona de uma audácia interessantíssima, aproveita que está deitada no meio das minhas pernas e, pondo suas mãos por detrás de meus joelhos, ergue minhas coxas até que eu flexionei os joelhos, deixando pernas relaxadas e ainda assim erguidas. O movimento de pernas faz a Borboleta—que usa um rabo de cavalo tão perfeito que parece que levou horas para não deixar um só fio solto—monta em cima de mim, me dando suas costas e sentando sobre meu rosto. No segundo posterior, ela inclina-se à frente, me fazendo sentir seus seios tocar meu abdome. A garota do cabelo preso começa, outra vez, a me fazer de picolé, chupada que já transcende uma hora em forma de tortura deliciosa; pelo menos as meninas permitiram que eu me deitasse, assim eu posso descansar os músculos das pernas e os pulmões do vai-e-vem hardcore com as garotas na hora anterior. A Mari, ainda mantendo suas mãos atrás dos meus joelhos suspensos para evitar que eu os baixe, acaricia aos beijos minhas bolas, as sugando esporadicamente, me gerando uma dor aguda quando a sugada extrapola o limite de sucção. Eu aguento e não digo nada, elas têm de aprender a confiar em mim, se algo passar dos limites, eu sinalizarei.

Durante as chupadas mordiscadas que a Borboleta faz na cabeça do meu pênis, a Mari desce sua língua pela região abaixo do saco e faz pressão com a boca ali. Ok, já não consigo mais chupar a Borboleta, não consigo pensar em mais nada além da falta de fôlego que a Mari me dá ao estimular uma região extremamente erógena… já não tenho mais ar porque a Borboleta vem largando todo seu peso no meu rosto, bloqueando minha respiração. O tesão que sinto está na estratosfera e a força abstrata do gozo começa a fazer meu pau alcançar uma temperatura tão alta que a Borboleta diz um "Nossa!" entre uma chupada e outra. Ouço um estampido que não foi em mim, acho que as garotas se beijaram outra vez, mas elas não param de mexer em mim. A Mari desce seus beijos ainda mais e, de repente, sua boca está me beijando com mais pressão e humidade, ela cospe no meu cu e com seu polegar direito começa a acaricia-lo em movimento circulares e curtos enquanto a Borboleta deixa de sugar e começa a me masturbar, falando baixarias que eu já não consigo mais ouvir com clareza.

Sinalizo para as duas que vou terminar, porém, como estou de olhos fechados, não sei o que acontece lá embaixo, apenas o frio do ar-condicionado acertar meu peito onde, um segundo antes, a Borboleta estava sentada, além de sentir o colchão do motel se deformar abaixo de mim como se as garotas estivessem mudando totalmente de posição. A única certeza que tenho é que a Borboleta saiu de cima de mim e agora consigo sentir o oxigênio entrar vigoroso nos meus pulmões. A carga de tesão que a Mari me dá ao estimular a fucking próstata me faz querer enche a garota do meu melhor beijo. Sem dúvida elas experimentarão um gozo quente, branco, totalmente liquefeito e em quantidade. Abro os olhos e vejo as duas fitando com sorrisos enormes minha cara, olhando diretamente para meu semblante de quem sofre de amor por elas.

— Caraaaaaalho!—Finalmente falo algo.

(...) Continue lendo este relato no Diário Erótico de Viagem de Aldo Lammel em http://diarioeroticodeviagem.com

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