Era um final de manhã congelante no final de Janeiro de 2016, quando o Mike Maluco (Mike meu vizinho de 2 andares abaixo tinha uma cabeleira loira acobreada com uma barba enorme da mesma cor, mal se via o seu rosto, daí o apelido daquele bicho cabeludo que aparece a animação O Segredo dos Animais) aparece em minha porta me perguntando se não gostaria de ir com ele para assistir o Super Bowl L (50), que seria em duas semanas em Santa Clara, Califórnia; pois, o primo dele que iria com ele desistiu porque estava numa DR com o marido. Na hora eu aceitei, mas, falei que iria uma semana antes para fazer alguns contatos e aproveitar para ir ao Vale de Napa para garimpar um bom vinho; e que voltaria com ele. Ao menos esta era a ideia.
Peguei o telefone e liguei para um hotel em Carmel, mais ao Sul de São Francisco, onde eu e minha ex passamos duas de nossas Luas-de-mel extras. Cheguei no hotel e fui atendido pelo Mark, gerente da recepção (já o conhecia das outras vezes que me hospedei lá), no check-in e ele apenas me deu o cartão-chave do quarto e disse que a Dona Sheila já havia feito o check-in uma hora antes. Eu pensei, Whats?
Quando alguém toca em meu ombro, e por uma quase impossível coincidência, me viro e dou de cara com minha ex! Ela era minha ex, mas, desde o primeiro ano da faculdade quando nos conhecemos o amor da minha vida, nos divorciamos em decorrência da morte de nossa filha, mas, éramos muito amigos, e nos tornamos mais afastados quando vim para o Canadá. A abracei, e, novamente meus olhos fitavam os seus um pouco acima dos meus, fizemos um silêncio que pareceu durar uma eternidade, e disse para ela, assim não vale! Sheila tem a mesma altura que eu, 1,88m, e embora mais encorpada, de pura beleza atlética e elegância (que ela adquiriu de muitos anos de balé clássico e ginástica olímpica), mais calçando um salto de 10cm, parecia muito mais alta que eu. O que você está fazendo aqui? Estatelado perguntei, ela responde “tirei umas férias e de supetão resolvi vir para cá, tenho ótimas lembranças deste lugar, e quando cheguei ontem o Mark falou que tinha reserva para hoje, mas como o quarto já estava liberado não teria problema, eu não entendi nada até você aparecer hoje aqui no saguão”, “nós temos grandes lembranças”, disse eu. Ela me retrucou “e você, o que faz aqui?” um amigo me ofereceu um ingresso que acabou sobrando para o Super Bowl e vim uma semana antes para fazer umas compras, e talvez ir a Napa, eu respondi. Deixei a mala, no que agora até então, por mais estranho que pareça, seria o nosso quarto e saímos para almoçar num restaurante que frequentamos quando ali estivemos.
Almoçamos juntos e conversamos bastante, falei para ela que desde o divórcio não embarquei em outros relacionamentos, apenas um ou outro casinho aqui e ali, e ela disse que desde então não esteve com outra pessoa, fiquei apreensivo; ela disse que não estava com cabeça para isto, se focou no trabalho e aceitou o convite para ser gerente regional de uma rede de lojas em Vitória/ES, “voltou para casa?” Perguntei (embora nascida em Nova Lima, MG, Sheila cresceu em Vitória, seu pai foi gerente e diretor da Vale no ES e ela cresceu lá) ela respondeu que sim; relembramos muito da nossa história e também da nossa filha, o que deu a este inimaginável encontro uma enorme carga emocional. Depois caminhamos pela cidade como um casal de namorados, visitamos algumas lojas, e no cair da tarde voltávamos para o hotel quando eu disse, vou ver se o Mark consegue um quarto para mim ou uma vaga em outro hotel, então ela me para, fica de frente para mim e pede “se não te incomodar, fique comigo”, ponderei e questionei, tem certeza? “Absoluta”, ela respondeu. Eu não me incomodo, respondi. Sheila beija o meu rosto e diz que ficou muito feliz.
Chegamos ao quarto, e senti um certo climão, então ela me diz “olha já dividimos o mesmo quarto milhares de dias e noites em mais de 20 anos desde que começamos a namorar, não vai ser agora que vou ter vergonha de você, e seria muito estranho se você tivesse vergonha de mim. Não há um milímetro em nossos corpos que o outro já não conheça. Vou tomar um banho, e você?” Tiramos as nossas roupas, e há anos não via aquele lindo corpo nu, seus cabelos lisos e castanhos, agora mais longos davam à altura da metade das costas, seios médios e firmes e a xoxota depilada com apenas um filete cobrindo a fenda como sempre e aquela bunda maravilhosa. “Você é como um bom Côtes Du Rhône, a cada ano que passa melhor!” eu disse, ela responde “e você agora tem uma barriguinha! Isto eu não conhecia!”, ri e fui ao banheiro e comecei a encher a banheira enquanto ela pegava umas toalhas e os roupões, ficamos parados nus à borda da banheira olhando profundamente nos olhos um do outro (vieram à minha mente um monte de emoções e pensamentos), a abracei e beijei apaixonadamente, ela correspondeu, sentia-se no ar um calor imenso que emanava de nossos corpos, deitamos no chão do banheiro mesmo e nos revezávamos um sobre o corpo do outro, até quando num momento em que ela estava por cima meu pau se encaixou em sua grutinha quente e úmida, ela parou me olhou fundo em meus olhos, suspirou de leve e pede para fazer amor com ela. Não há como dizer não.
Ela estava mais gostosa do que nunca e tão apertada como quando transamos pela primeira vez (ela era virgem), foram anos sem ela fizer sexo, ela descia sobre o meu pau vagarosamente sentíamos cada centímetro um do outro, sua vulva repousa sobre o meu colo e ela começa a subir e descer lentamente, e a medida que o seu tesão aumenta ela acelera e aumenta a força do movimento, até que sinto sua xoxota jorrando, ela para e deita sobre meu corpo gozando, espero uns instantes para que ela desfrute de seu momento, agora eu que estou sobre ela e a penetro olhando em seus olhos, não há nada além a dizer a não ser um “EU TE AMO!”, “EU TAMBÉM TE AMO MUITO MAIS!” como ela sempre me respondia e comecei a estocar sua xoxota, ela gemia, baixinho como sempre, me debruço sobre o seu corpo e começo a beijar sua boca e desço beijando e chupando seus seios, ela goza novamente(ponto fraco dela), continuo a estocar com velocidade e firmeza até que gozamos juntos, deito sobre seu corpo trêmulo e a beijo apaixonadamente, ficamos ali deitados juntos e ainda a penetrando até meu pau amolecer, nos levantamos e entramos na banheira, onde fizemos amor novamente.
Depois do banho, nos assentamos na cama, e a pergunto, “e agora, o que será de nós?”; “Enquanto estivermos aqui, namorados e amantes apaixonados, mas, quando formos embora só o tempo poderá dizer. Porém, agora, neste momento, sou a mulher mais feliz do mundo e quero muito viver este momento. Não posso esquecer o quanto nos amamos, não importa onde cada um estiver, e você continuará, sem qualquer exigência de minha parte, sendo o único homem de minha vida”, ela respondeu. Então a beijei e expressei mais uma vez o quanto a amava e fiz uma proposta: cada um viveria sua vida como quiser e esporadicamente nos encontraríamos em algum lugar e celebraríamos o nosso amor, ela aceitou. Passamos juntos mais duas semanas fomos a Napa escolhemos um bom CrossBarn Cabernet Sauvignon Napa Valley, e também fui a Santa Clara ver o jogo com Mike e ele voltou sozinho para Vancouver, eu voltei para minha amada ex-esposa, agora minha “namorada e amante”, fizemos amor todos os dias e várias vezes a cada dia como um casal em lua-de-mel, até nos despedirmos, ela retornou ao Brasil e eu ao Canadá. O próximo encontro foi em Setembro em Cabo San Lucas. E quando bate a vontade nos encontramos e fazemos amor intensamente como dois jovenzinhos recém-casados e apaixonados até hoje. Mas estas são outras histórias.